Ashes to ashes...
Tava querendo escrever sobre isso faz tempo...
Sábado passado, sho do Faith No More, sem dúvidas um dos melhores show que fui na minha vida. Faith é uma banda que eu sempre gostei, desde molequinho, e nunca deixei de ouvir. Talveze seja o som mais pesado que eu realmente curto. Hoje mesmo peguei a capinha do King for a Day e me surpreendi com a data de lançamento...1995, ou seja, metade da minha vida, já foram 14 anos desde então, mas parece que passaram só uns 5.
Além do som incrível, a alegria e disposição da banda comoveram todo o público, não só eu. Botei meu bonezinho ali e fiquei lá, feliz da vida curtindo o show. Quem assistiu do meu lado se deu mal...rs. Cantei todas as música com toda força que eu podia, acho que nem dava pra ouvir o Mike Patton, só eu...hahaha. Parecia que eu era um/uma fã do Los Hermanos, daqueles show que voce não ouve os caras cantarem, só o público. O set list foi perfeito, tocaram até Just a Man, uma música que eu acho sensacional. E o Patton cantando Evidence em português matou a pau. Tava louco pra ter um DVD desse show aqui em SP. Bem que eles podiam lançar. Eu juro que comprava o original. Aliás, sempre compro original pois adoro as capinhas do produtos de música, vale tanto quanto o disquinho.
A chuva só abençoou o show. Não incomodou um minuto sequer. Nossa...eu saí do show tipo criança, só faltou a foto com os caras fazendo o sinal e cara de roqueiro. Se eu encontrasse o Mike Patton acho que ia ficar que nem minhas fãs mais fervorosas, tremendo, nervoso de felicidade...hahaha. É bom ter esse sentimento depois de tanto tempo, faz a gente entender a admiração que as pessoas senten pela gente.
Ainda, por sorte, na mesma semana, vi o show do Jorge Ben, que hoje é Ben Jor, mas enfim...
Ele é meu maior ídolo na música brasileira. Tem os melhores discos, uma batida de violão inacreditável e as letras mais legais e doidas do Brasil. Faz música pra mulher e com nome de mulher como ninguém. Infelizmente o Jorge Ben surtou, sei lá, e não toca mais violão, só guitarra. Não é a mesma coisa. É que nem chupar bala com papel, não tem mais o mesmo sabor, frescor, parece meio que escola de samba...sei lá. Curti o show pois nunca tinha visto um show dele na vida. No final foi bem engraçado, ele cantou Gostosa e chamou as minas pro palco, a mulherada soltou a franga, só faltou beijar o Ben na boca. E nem todas eram...gostosas...rs. Ali valeu mais pelo registro do que pelo show. Mas saí com o sorrisão de orelha à orelha. Uma semana musical de muita sorte e alegria. Como é bom ter ídolos, eles nos inspiram, nos fazem mais felizes, e isso é bom demais.
Te te re te te te, Felipe
Ps: Disco imperdível do Jorge Ben: A tábua de esmeralda.
PS2: Musica sobre mulher do Jorge Ben: Jesualda.
PS 3: Disco do Faith No More: King for a day, Fool for a Lifetime
PS4: Cover incrível do Faith No More: Glory box ou This Guy in Love with You
Por Felipe às 18h10
Ufa, foi...
Hoje, que já não é mais hoje, fiz minha estreia aqui em São Paulo, primeira vez que fiz meu show-stand-up-depoimento-seiláoquê solo na minha cidade. Pressão total aqui na cabecinha. Até 19h30 a bagaça do telão não funcionava. Subi pro camarim pra não ficar pilhado. Aí foram me avisar que tava funcionando, aí não tava, aí tava, e assim foi uma meia hora. Será que os convidados já tão chegando? Ta tudo certo? Vendemos os ingressos? Se o convidado der cano e não vier, conseguimos vender esses convites? E o telão, tá funcionando essa porra? Agora tá, beleza. Tá tranquilo então.
Com tudo pronto, será que eu fico aqui concentrado ou vou lá trocar uma ideia com os convidados? Bom, acho que vou dar um salve só nos que chegarem mais cedo aí vou pro camarim me aquecer e vamo que vamo. Fui lá, e a galera tava chegando, tinha coquetel pros convidados mas o publico foi se misturando com os familiares, amigos, gente querida e foi virando uma vibe boa. Uns pediram pra tirar fotos, eu tirei, conversei com todos e fiquem bem tranquilo. Foi ótimo ficar ali. Só me irritei quando minha avó falou que não ia, mas dei um jeito de resgatar a velhinha e ela pôde ver o neto. Aliás falando em neto, o Neto tava lá, um dos meus ídolos de infância foi me assistir. Demais. Tinha muita gente legal. Pessoas queridas que eu nem vi, mas estavam lá, e quando cheguei tinham deixado recados lindos no email, e na memória. Amigos que não foram mas ligaram pra saber como foi. Gente simplesmente desejando boa sorte. Ou as meninas que saíram da faculdade, nem viram o show, mas foram tirar uma fotinho, prometendo aparecer na próxima apresentação.
Quase 21h, na hora do show, subi, me aqueci e cantei umas músicas bem alto, pra relaxar. Teve gente que ouviu, fiquei com vergonha, mas ao mesmo tempo gostei que tivesse ouvido. Perguntei se tinha cantado bem. Disse que sim. Que gentil, me deixou mais animado pro show. No começo tava um pouco nervoso, repeti muito as mesmas palavras, mas tava contando uma história inédita, que não sabia muito como ia rolar. Eu suei, ai como eu suei. Tava muito calor, o Bibi Ferreira é pertinho do público, dá pra fazer show sem microfone. Será que deu pra ver as gotas pingando? Xá pra lá.
Depois do início foi que foi, a galera riu, interagiu, aplaudiu que eu até fiquei tímido...Na saída confesso que queria ter conseguido me desviar mais rápido dos compromissos, e dar um abraço em todos que estavam lá fora. Mas, às vezes, assim que é. Na saída, na hora que pus meu pé pra fora do teatro, começou a cair do céu umas gotas gordas e gigantescas de chuva, tipo abençoando a parada, como se Deus falasse - Agora posso derramar uma chuvinha né? Deu tudo certo, não? - Deu, Cara, valeu. Deus está nos detalhes. Não choveu no casamento maravilhoso do meu irmão no domingo. E fez uma lua incrível. E hoje, sol e chuva na hora certa.
Depois encontrei a família e celebramos. Quando tava indo pro carro uma menina francesa, de nome Helena, falou que estava em Sampa há uma semana, que tinha visto o CQC, e que havia adorado o programa. Não falo francês, mas não sei porque entendi tudo que ela disse. Foi de uma simpatia e sinceridade tão bacana que conseguiu deixar o meu dia ainda melhor. Vou dormir aquele conhecido como o sono dos justos, mas antes precisava contar pra vocês, antes de esquecer alguns detalhes.
Merci por tout,
Confesso que tem dias como esse que realmente é muito legal "arrrtista".
Beijos e abraços a todos que foram ou que irão ao meu show.
Felipe
PS: Nem reli o que escrevi. A ideia é essa. Que saia tudo de uma vez. Tipo falandoescrevendo. Espero que tenha dado pra entender.
PS 2: Às vezes fico sem escrever, mas quando escrevo...é letrinha que não acaba mais. Foi mal. Até 2010...rs
Por Felipe às 04h38
Quase 10 dias sem escrever por aqui, mas tudo tem um motivo...
Estou às vesperas de várias datas importantes pra mim, e dois dias bem diferentes, um no âmbito profissional e outro no pessoal.
Meu irmão vai casar. Só essa frase já dá um impacto. Somos irmão e amigos, o que nem sempre acontece na família, amo minha cunhada, acho perfeita pra ele, estou muito feliz e ao mesmo tempo projetando o quanto vou chorar. Provavelmente saia mais água dos meus olhos do que caiu do céu de Sampa na segunda-feira. Grande expectativa pra ver e rever pessoas queridas, falar algo decente nas hora da cerimônia, sim, eu vou fazer isso, e depois se esbaldar e curtir como se não houvesse amanhã. Tenho certeza que vai ser lindo, perfeito, mas o horário de dormir, que já era tarde, esticou um pouquinho mais.
Outra data importante será a quinta, dia 05/11. Será minha estreia nos palcos de São Paulo, em um dos templos da comédia por aqui, o teatro Bibi Ferreira. Além de ter escrito e feito todo o show sozinho, estou na correria da produção da peça também. Claro que conto ajudas valiosas, mas confesso que a adrenalina, a ansiedade, os pensamento estão me consumindo intensamente nesta reta final de preparação. Acredito que seja um bom show, que quem for vai se divertir, mas sou humano, fico inseguro, com aquele friozinho na barriga e com aquele pensamento idiota: E se ninguém rir?
Se ninguém rir é porque o povo de São Paulo é muito mala...rs. Em outros lugares senti que o show, a peça, o espetaculo, o stand-up, como queiram chamar, foi bem recebido. Eu ali no palco, na verdade, estou contando um pedacinho da minha vida. Espero que além das risadas, as pessoas levem outras lembranças também. Mas Sampa é Sampa, e não dá pra negar que estou com o c* na mão...rs
É incrível como a expectativa de dois eventos tão bons e sensacionais pra minha vida possam gerar essas sensações malucas, quase ruins, e que acabam me deixam sem dormir, dormindo menos, querendo jogar um videogame no fim da noite pra relaxar...rs. Tenho certeza que na hora em que ambos estiverem rolando vai ser demais e vou curtir e me emocionar muito tanto no casório como no espetáculo.
Foi mal ficar meio longe esses dias, talvez demore um pouquinho mais um post por aqui, mas tenham paciência. Quando essas avalanches passarem, prometo aparecer por aqui com mais frequência, tá?Enquanto isso espero voces no meu show...TODAS AS QUINTAS DE NOVEMBRO - TEATRO BIBI FERREIRA - Av. BRIGADEIRO LUIS ANTONIO, 931. TELEFONE PRA INFO.: 31053129
Ah e no casamento...não espero voces lá...não foram convidados..hahahahah.
Beijo, me assiste, Felipe
Por Felipe às 17h11
Fiquei um bom tempo sem escrever aqui no blog, e por um simples motivo, não tava com vontade de escrever...
Parece até estranho, para um jornalista, não ter vontade de escrever, ficar sem escrever, mas neste caso é diferente. Meu blog, no caso, é praticamente um diário de bordo, poucas vezes trato de assuntos, ou pensamentos que não são pessoais, íntimos. Aqui descrevo elocubrações da minha cabecinha criativa, que não para de pensar um minuto sequer. Às vezes eu queria ter um botãozinho liga/desliga, mas não tem.
É claro que tem coisas que compartilhamos e outras que guardamos pra nós mesmos. Fico muito feliz com os elogios e até com as críticas que recebo aqui no blog, é um estímulo e tanto. Tem momentos que fico matutando, se eu deveria ser mais "superficial", não falar de coisas, sentimentos tão peculiares e particulares. Mas ó nóis aqui outra vez! E nessa semana sem escrever parece que passou um mês, que fiquei isolado numa ilha deserta por um bom tempo. De alguma forma foi isso também.
O lado bom disso é que as palavras escritas aqui hoje são as melhores, ou mais marcantes, lembranças desses dias. Me marcou demais algumas meninas que me esperavam no aeroporto de Campo Grande-MS, uma delas me deu um livro de presente, um livro dela, chamado O Castelo de Vidro, de Jeannette Walls. Gitana é o nome da garota que me deu livro. Ela disse que estava me dando o livro pois achava que era parecido com meu jeito de escrever. Estou lendo e gostando muito. Até pensei: nossa, se eu escrevo parecido com isso não está mal...rs. Mas é um livro muito bancana para o meu momento, mostra que ser feliz pode ser apenas um ponto de vista. Cada um alcança a felicidade ao seu modo. Valeu, Gitana.
O assédio na saída do estádio e do estado...rs...também me impressionou. Sempre quis ser bem sucedido na minha profissão, mas nunca imaginei ter que sair "fugindo" na van dos amigos da Globo, pois tinha uma galera insana, agarrando, puxando, e até tentando me beijar. Calma! Não é porque beijei uma ou duas durante uma matéria que saio por ai beijando todo mundo. O dentista quando sai do consultório não sai arrancando dentes por aí...Na saída da capital do Mato Grosso do Sul, 2 meninas me esperavam (3h30 da manhã!), ganhei mais um presentinho e me impressionei novamente com a dedicação de tantos fãs, que bacana. Por isso, sempre após os meus shows, faço questão de atender a galera. Tem gente que vai metade pelo show, metade pela fotinho...rs.
Fiz dois show deliciosos em Brasília e ver a galera elogiando na saída e no twitter empolga ainda mais. No camarim do teatro dos Bancários, lá em Brasília, tem uma dedicatória da Fernanda Montenegro em um das paredes do local. Eu penso: Caralho! To me apresentando no mesmo palco que a Fernanda Montenegro, que foda! Dá vontade de fazer um show atrás do outro, pena que não dá. O bom é saber que no sábado que vem estarei em João Pessoa, no teatro Paulo Pontes, onde tanta gente bacana também já pisou e atuou. Demais
Obrigado a todos vocês que fazem isso acontecer. Se não tem ninguém pra ver e gostar, como é que faz? Valeu mesmo!
Beijos e abraços, Felipe
PS: Hoje tem CQC, tem CQC, tem CQC! Às 22h13, lembra, né? Tem Dunga...falando 3 palavras e meia com a gente...rs
PS 2: Pra conferir minha agenda de show é só dar uma olhada no post aí debaixo ou entra no meu site: www.felipeandreoli.net
PS 3: E o Rubinho...ah Rubinho....
PS 4: E quem vai querer ganhar esse Brasileirão? Parece que ninguém quer ganhar...
PS 5: Estou escrevendo em outro blog, lá é só sobre esporte. Veja lá! www.usereserva.com
Por Felipe às 14h39
Hoje fui ao cinema assistir o novo filme do Tarantino, Bastardo Inglórios, gostei muito, como quase todos os filmes dele que já assisti. Violento e cheio de referências de outro filmes, às vezes os dele mesmo. Mas não era disso que eu queria falar, era sobre o caminho até o cinema.
Sexta-feira é o pior dia pra sair de carro em Sampa, acho que todo mundo sabe disso. Moro perto do metrô e o filme tava rolando na Av.Paulista, perfeito. Coloquei meu boné e embaraquei em mais uma viagem pessoal e introspectiva. Peguei o metrozão, tranquilo e na hora descer na estação certa minha primeira constatação é uma velha e triste. Como a média do povo paulistano é mal educado, Deus meu. Essas coisas se medem em simples atitudes. E na falta de civilidade, o pessoal que mora aqui é nota 10. Quando eu e o menino ao meu lado tentamos descer do trem, a massa que deveria esperar quem está dentro sair ( uma regra mundial pra quem anda de metrô ), nos atropelou, e se a gente vacilasse ficava dentro do trem mesmo. O povo não tá nem aí, atropela quem for, jovem ou velhinho, "famoso"ou desconhecido, vamos entrar e dominar o assento mais próximo. Que triste. Difícil imaginar numa evolução. Na Alemanha, em Munique o metrô não tem catraca, é tipo um self-service do bilhete e se voce não quiser pagar, vai enfrente, não tem catraca pra te segurar. Mas o povo, em sua maioria absoluta, paga, e deixa quem está dentro sair pra depois entrar.
Na avenida Paulista a competição de gente na calçada é compatível a dos carros, quase não da pra andar, tudo lotado, mas o povo dá seu jeito, caminhando e esbarrando e seguindo a canção... O filme é bem bacana, e eu me diverti bastante, exceto por um cara que ficou chupando um canudinho por 47 minutos do filme...cada um com seu fetiche, vá lá.
Na hora de ir embora, 6 da tarde, preferi outro caminho, ainda mais alternativo, voltei pra casa à pé. I-pod no ouvido e vamo que vamo, observando tudo e todos, do jeito que eu gosto. Vi muito mendigo na rua, mais do que imaginava ou estou acostumado. Eles dividem espaço com vendedores ambulante e transeuntes apressados. Com pelo menos um pode trocar um olhar, não com dó dele, mas como estivesse o cumprimentado, ciente da existência dele. Cruzando as ruas, quem tem carro mostrou a mesma falta de educação do pessoal do metrô. Parecem acelerar ao ver o pedestre, não respeitam a faixa de jeito nenhum, aquela tinta branca no chão não faz sentido pra eles. Muitos falam ao celular e isso não posso recriminar, pois também faço, talvez cometa outros pecados que eles não cometam. Numa das poucas faixas de pedestres respeitadas as pessoas também estão aceleradas, querem cruzar antes do semáforo fechar, se arriscam por entre carros e motos, outro pesadelo paulistano, só pra ganhar 4, 5 segundos. Talvez o dia deles tenha sido mais pesado que o meu, talvez eu chegue em casa e ele não. Do outro lado da calçada só uma jovem espera pra atravessar, ela está, assim como eu, com um fone no ouvido, e assim como eu, está cantando, com uma expressão mais leve, o que me tira de São Paulo por 10 segundos. É tudo rápido, o sinal fica verde, tem que atravessar.
Meu caminho vai beirando o cemitério do Araçá, por ali vejo dois potenciais trombadinhas, mas não me acho o alvo perfeito para uma abordagem, quiçá eles só estivessem com frio, com roupas sujas, e simplesmente não tinham intenção de assalto algum. Nos muros do cemitério vejo arame farpado - Caralho! - até os mortos precisam de segurança, grades, arame, cerca elétrica, sei lá o quê mais. Bem na hora em que passo pelos floristas toca uma música do U2 ( Tryin to throw your arms around the world ) com o refrão - "I'm gonna run to you, run to you, woman i will...". Não tinha nenhum cara comprando flores para suas amadas. Legal comprar flores pra namorada, pensei. É bom ter uma namorada, faz falta, dá vontade de fazer alguém feliz. Se bem que não dá pra reclamar da vida de solteiro e da independência que esse "estilo de vida" proporciona. As bancas de flores vão acabando e vejo um carro parar em um das últimas, enfim alguém vai ganhar flores hoje.
Logo após o último estande vem um cheiro forte, e não são flores, meu amigo. Acho que o jardinzinho dos mortos, beirando o muro do cemita, é bem usado pelos vivos, moradores de rua mandam número 1 e número 2 por ali e o cheiro beira o insuportável. Na ponte do Sumaré construíram um mini-parque, com uma quadra de basquete, uma área pra skate, e aqueles brinquedos, que na verdade são pra fazer exercícios, e que quando a gente olha não sabe nem usar. São aqueles modernos, sem impacto, e que me lembraram da China, onde eu havia visto os tais aparelho sendo usados por velhinhos de 111 anos, em média.
Tava chegando em casa, no ponto de ônibus a cara fechada das pessoas contrastava com a musica alegre do meu fone de ouvido. O me sinto ultrapassando os carros em alta velocidade, eles ali, todos parados, travados no trânsito. Seus motoristas desperados cometendo infrações de trânsito pra ganhar pouco, pouquíssimo tempo. Se todos andassem em ordem ia mais rápido, certeza. Paro na farmácia, compro um desodorante pra viajar, e antes de completar a jornada até em casa, tiro meu boné, não aguento ficar muito tempo de boné, pertinho daqui de casa uma moça me reconhece e pela janela do carro, meio desconcertada abre um semi-sorriso, eu devolvo um sorrisão pra ela e ganho um inteiro pra mim. Que bom poder despertar esse sentimento nas pessoas sem falar, ainda mais numa cidade como essa.
Era só isso, Felipe
PS: Incrível, quando acabei de escrever isso tocou uma música do Morcheeba chamada "São Paulo". Acho que é mais ou menos o mesmo sentimento...ouçam...rs
Por Felipe às 20h56
Cheguei de mais uma viagem incrível pelo CQC. Desta feitas as cidade foram Munique e Copenhague, Alemanha e Dinamarca respectivamente. Lugares lindos, belos totalmente distintos do Brasil, vou falar...
Pra quem mora na caótica São Paulo, ao avistar as cidade de cima, do avião, já vê a diferença. Praticamente não existem prédios altos, as construções em sua maioria são clássicas, antigas, não me pergunte o nome do estilo que aí já é demais pra mim, mas parece um Lego de tamanho real. As duas cidade são bem planas e tem ciclocvia por toda a sua extensão. Carros dividem espaço com as bikes e respeitam pedestres e bikers de maneira surreal pra quem vive numa SP em que o cara te ve atravessando a rua e acelera.
Eu gosto de falar outras línguas e é angustiante não entender patavinas do que a galera fala, parece que estão xingando, ou que estão falando 18 consoantes seguidas. Mas não se preocupe, 90%, talvez mais da população de ambas cidades fala inglês, normalmente quem não fala, não é de lá. Pra quem espera ser tratado com frieza europeia se engana. Munique fica na Bavaria, algo como o Rio de Janeiro da Alemanha, povo super simpático e caloroso, que esquenta os brazucas, ô se esquenta, mais do que qualquer litrão de cerveja. Me senti em casa lá. O Oktobertfest é como se fosse um playcenter dos bebuns, voces verão na ouuutra semana no CQC, e é realmente algo indescritível, só estando lá pra saber. Copenhague não é diferente, o atendimento em todos os locais é algo bárbaro, não viking, bárbaramente educados e sorridentes, sempre, mas sempre com um sorriso verdadeiro e cativante no rosto. No último dia, passamos em New Haven, o lugar mais bacana da ciadade ( não tenho foto de lá porque acabou a bateria da câmera! Lei de Murphy!!!!), e ao sair de um restaurante falei pra atendente que só havia comido lá por causa do sorriso dela. Ela sorriu novamente e deu parabéns pela conquista dsa olimpíadas no Rio. Realmente demais.
Nosso Brasil-sil-sil é o país dos povos misturados, portanto, quando chegamos nessas cidades ficamos malucos. Só tem loira de olho azul...rs. Na Dinamarca elas são ainda mais bonitas, tipo de cada 10, 7 voce casava...hahaha. Às vezes ficava olhando pela janela do restaurante aquelas loiras voando em suas bikes todas graciosas e despretensiosas, num balé surdo, e no meu caso, mudo. Não posso me queixar de nada nesta viagem, só aprendi. A civilidade dos povos é algo fantástico. Respeito ao próximo, tranquilidade, nada de medo de ser assaltado, você anda por qualquer lugar, em qualquer horário sem medo de levar grana, passaporte, câmera, acessórios básicos de um turista. Isso dá dor no coração quando pensamos no Brasil. É duro não poder andar sossegado nas ruas de nosso país, Dá um pouco de vergonha até.
No começo não estava torcendo muito pro Rio de Janeiro ganhar. Como bom profissional...rs...só me empolguei com o Rio-2016 quando soube que iria fazer matéria na Dinamarca, aí, pra matéria ficar mais legal, comecei a torcer pelo Rio, inicialmente, só por isso. Com o andar da carruagem comecei a querer mais que os jogos viessem pra cá. Pela dedicação e empolgação dos atletas e , confesso, do presidente Lula. Ganhar dos americanos foi especial, principalmente deles, que saíram da disputa no primeiro round. Bye bye Obama-San. Só fiquei com dó dos japas...rs. Mas a hora do anuncio e a festa brazuca foi, de fato, um barato.
Agora vem a responsabilidade de fazer Copa e Olimpíada, gastar muito dinheiro com coisas - muita gente pensa assim - menos importantes do que educação, saúde, transporte. Mas esses setores também devem ser melhorados para receber as competições. Muita gente me escreveu falando que era contra pois iriam roubar muita grana nessa história. No início também pensei assim, mas, como eterno otimista, vou pagar, literalmente, pra ver de novo. Acho que o país evoluiu e que o mundo vai ficar de olho no que vai rolar por aqui. Talvez seja a ultima chance que nossos políticos tenham pra mostrar que sim, podemos confiar pelo menos em alguns deles. Hoje estou mais feliz com os 2 eventos por aqui, vai ser demais pra esse povo.
Quando cheguei no aeroporto de Guarulhos hoje de madrugada, demorei exatamente 1 hora pra sair de lá. A bagagem demorou demais e a desorganização na fila da alfândega foi uma palhaçada. Tive eu que falar com o funcionário do aerporto pra ele abrir mais um corredor com aquela cordinha, pra ver se agilizava. Falta funcionário, falta motivação pro trabalho, falta educação e inteligência para alguns deles, falta um aerporto maior...iihhh, quando cheguei pude ver que falta muita coisa mesmo.
É bom o presidente e sua tchurma começarem a trabalhar ontem mesmo, porque olha...vai precisar. Boa sorte aos políticos, boa sorte a nós, cidadãos, boa sorte ao esportistas brasileiros que vão desfrutar de momentos incríveis competindo em casa.
Takk! Danke! Obrigado!
Felipe
PS: De lambuja, na saída de Copenhague trombamos o Pelé no aeroporto, cheguei e falei que tinha sido eu que tinha feito uma "entrevista engraçada "com ele ( voces verão, foi muito engraçado!), ele disse daquele jeito Pelesistico: Claro! Eu assisto voces sempre! Eu meio que desacreditei, mas o assessor dele confirmou e ainda falou: entrou uma menina agora, né? Caraca, até tu, Rei?
PS2: Não dá pra negar, atletas e políticos brasileiros dão muita moral pra gente, até os gringos que queriam barrar nossa "festa/matéria" ficaram de queixo caído.
PS3: Não aguentava mais o chulé do meu produtor, o Tavres e os peidos do meu câmera, o Pederneiras! Ai que alegria estar em casa!!!
Por Felipe às 14h39
Escrevo este post de hoje bastante emocionado, uma mistura de emoções que tenho certeza, poucas pessoas são capazes de experimentar em um espaço tão curto de tempo, um fim de semana.
Hoje, depois de uma noite mal dormida, abri meus emails. To com um problema no hotmail que não tá abrindo de vez em quando. Portanto abri muitas mensagens acumuladas. Lá tinham diálogos intermináveis de meus grandes amigos do colégio, da vida. Uns dando a notícia de que suas mulheres estão grávidas, outro, que hoje mora em BH, mandou as fotos de seu filho, um menininho lindo, em seu primeiros passos no colégio. Chorei copiosamente. Alegria por eles e saudades de um tempo que não volta mais. Ainda to inchado...rs. Uma sensibilidade que veio acumulada do final de semana.
Ontem também foi dia de muitas emoções. De segurar o choro e de chorar sozinho no escuro. Aniversario em família, minha tia e meu padrasto fazem juntos. Ao fim do almoço, a familia é grande, resolvi pagar uma parte da conta, como presente pra eles. Meu padrasto, um cara de quem eu gosto muito, demonstra pouquíssimo suas emoções. Nunca o vi alterar o tom de voz, xingar, brigar, nem chorar. Ontem, depois desse gesto, pra mim tão simples, vi os olhos deles cheios d'agua...até me assustei. Mas vê-lo visivelmente emocionado me tocou e quem teve que se segurar fui eu. Que bom que ele ficou feliz, minha familia ficou feliz. Pra mim não foi nada demais. Sempre que puder eu vou pagar a conta. Quando não der, alguém faz a minha. Tá tudo certo, tudo em família.
Emoções novas, boas ou ruins, trazem suas lições. Eu tive muitas sensações inéditas nesse sábado e domingo. Nunca havia ido ao aeroporto buscar ninguém. Como é forte a saída do desembarque de qualquer aeroporto. Pessoas se reencontram, matam a saudade, choram. Eu vi velhinhos e crianças aos prantos em 10 minutos de espera. Lá, pessoas se conhecem, mesmo que pareça um reencontro. Dá aquele frio na barriga bom. Neste pequeno espaço de 48 horas outras avalanches seguiram acontecendo.
Eu sempre amei ser homem, brincava com amigas e irmã, prima, falando que é melhor ser homem do que mulher. Nós admiramos nossas conquistas, xavecos ( verdadeiros ou não ), nosso jogos de futebol e carros possantes, nossa barriga de tanquinho e bíceps avantajado, quem beijou mais de 45 na micareta ( eu nunca fui em micareta, meus amigos já..rs), quem virou a noite enlouquecendo uma mulher na cama...às vezes nos sentimos imortais, donos da situação, controlando tudo na tranquilidade, como se coubesse na palma da mão. É...nós, macho men, homens das cavernas, nos importamos com cada coisa...Choramos e ficamos sem dormir porque queremos mostrar que somos machos, com M maiúsculo e marombado!
Às vezes é melhor passar à noite abraçado de conchinha, vendo um filme do que fazendo amor ou transando loucamente. Outras vezes é bom os dois. Às vezes o homem acha que deu uma noite incrível de sexo e luxúria pra moça, mas na verdade ela queria mesmo é que ele abrisse a porta do carro antes dela sair, uma flor, ou um beijo com abraço apertado, um pouco de romance. Tudo ao seu tempo e na sua medida. Quando a gente, homem, acha que errou aqui ou ali, não se perdoa, não dorme, e às vezes chora no escuro, pra ninguém ver. Chorar é bom, lava a alma e, sem querer, demonstra o quanto nos importamos com as pessoas. Pois se voce não está nem aí, não derrama uma lágrima. Foi um grande fim de semana. Sou mais homem. Sou mais mulher. Sou mais humano. Acho que isso é bom.
Bem que se quis...
Felipe
Por Felipe às 13h39
Hoje, voltando do aeroporto pra casa, peguei uma revista que estava no táxi. A Rolling Stone de fevereiro tinha uma entrevista com o Marcelo Camelo, ex-mano dos Los Hermanos, e em uma determinada pergunta ele respondia sobre ser uma pessoa conhecida. Falou que outro dia a moça do cartório pegou o documento dele ( rg gente, sem piadas...rs ), olhou bem pra cara do Camelo e ele ja pensou: Ih, vai me perguntar se eu sou cantor! E ela: Voce tem descendência árabe? Ele disse que ficou muito feliz com o comentário.
Achei bem interessante, pois acho legal quando tem gente que não sabe quem eu sou, que não parte da suposição que eu sou exatamente aquele cara da TV. É gostoso conversar com essas pessoas. Não que não adore o carinho e reconhecimento da galera, como foi nesse fim de semana em Brasilia, realmente incrivel a admiração de todos. Aliás ganhei uma cartinha muito bacana de uma moça na qual diz que hoje tenho influência em seu comportamento, no seu jeito de pensar. Nossa, que demais e que responsabilidade. Às vezes é bom ser o moço com cara de árabe. Ou de italiano no meu caso.
Quando passo a semana fazendo jogos da seleção parece que vivo um mês em uma semana. Várias viagens de avião, duas cidades totalmente diferentes e tanta coisa pra falar que inevitavelmente acabo esquecendo várias coisas. Resumindo: Rosário é incrível, linda, uma cidade maravilhosa, com a cara da Argentina. Salvador é minha segunda casa, minha família, minhas raízes, a melhor vibração, energia do país.
Federer é gênio, demais. Parece que ele é profissional e os outros amadores. Aquele grand willie ( passa a bolinha por baixo das pernas ) que ele deu no Djoko não existe. Sensacional.
Serena perdeu o jogo numa falta técnica. Tênis é total psicológico. Eu fico nervosinho nos meus joguinhos de nada e acabo perdendo. A dica: Tem que se divertir.
Essa semana ouvi umas músicas que fazia tempo não ouvia...tipo Cranberries...eu curto e apesar de um tanto melancólico tem umas musicas bem boas. Tenho ouvido muita musica brasileira também. E ultimamente é só mulher cantando...Adoro mulheres no vocal. Sheryl Crow, Karen O. (yeah yeah yeah ) , a Dolores O'Riordan ( do Cranberries ), Beth Gibbons ( Portishead )...isso só falando as gringas...sem contar o Brasil-sil-sil, que tem outras tantas "cantantes" que adoro.
cantando na chuva, Felipe
PS: Obrigado Brasilia, foi sensacional fazer show por aí. Ainda mais com a participação do eu pai, o que deu um toque especial. Em breve volto aí com meu espetáculo solo, podem esperar.
PS 2: Aí Vinhedo, Campinas, região toda! To chegando pra uma apresentação única no dia 19/09, em Vinhedo, às 19h. Tá tudo aí no post debaixo. Se liga!!!
PS 3: Vamos subiiir Lusaaaaaa! 4 a 1 no Bahia deu uma confiança extra. Se bem que eu queria que o Bahia subisse tambem. Mas esse ano ficou ruim...
Por Felipe às 14h39
Galera de Vinhedo e região:

Pontos de Venda:
Vinhedo:
Adler (19) 3876 4458
Harmonia Vidros (19) 3876 0448
Wizard (19) 3826 4006
Louveira:
Wizard (19) 3878 2995
Valinhos:
Wizard (19) 3869 4000
Jundiaí:
2000 Volts (11) 4582 1044 (Maxi Shopping)
Informações:
(19) 9658 4706
(11) 8304 6299
Por Felipe às 16h39
essa foto foi feita pra uma campanha para os brasileiros abrirem os olhos com os políticos, ela deve sair em dezembro....\
Opa...e aí amigos virtuais, amigos reais, quem lê este humilde blog...
São vários os assuntos legais pra falar hoje. A seleção ganhando da Argentina lá, o basquete brasileiro voltando a ganhar um título, venceu a Copa América lá em Porto Rico, também contra o time da casa. US Open, o tênis que tanto gosto e assisto, as jogadas lindas que vi essa semana...mas to numas de falar de outra cosita que vem martelando minha cabeça...o twitter.
Cara, é muito maluco essa parada de twitter mesmo. Sim, o negócio vicia e às vezes postamos coisas que seriam bem melhores se falássemos pessoalmente, por telefone, ou até mesmo uma mensagem por celular. Damos oi pra amigos do coração por ali em vez de dar um salve pelo velho aparelho que o Graham Bell inventou. Conhecemos e ficamos amigos, às vezes "íntimos", de gente que nunca vimos na vida e que talvez nunca vejamos. Tudo tem seu lado bom e seu lado ruim O tal de twitter não é diferente.
É incrível como ferramenta de comunicação com as massas, principalmente pra quem trabalha nessa área. Como muita gente gosta de categorizar...os "arrrtistas", ou as "celebridades"...ai ai...estão espalhados pelo twitter, falando coisas legais, outras nem tanto, escrevendo miudezas do cotidiano para se aproximar dos fãs, deixando suas preferências e referências sobre música, TV, vida, e claro, vendendo seu peixe. Quem não é "conhecido" ( veja, sempre entre aspas ) também utiliza o twitter, muitas vezes da mesma forma, mas obviamente não tem o mesmo retorno, o mesmo número de respostas de quem tem uma porrada de seguidores.
Às vezes me irrito comigo mesmo. Nossa mano, fica postando aqui o dia inteiro? Não tem o que fazer. Ou, como fazem alguns amigos meus (rsrs...não falara quem são), tá numa mesa lotada de gente boa, conversando, olhando no olho, dando risada, vivendo a vida real e o nêgo tá lá no blackberry, smartphone, essas porras, twittando e esperando pra ver o que a galera responde...ah meu...não dá ! Já vi twitter assim: "to vendo um filme...." Porra, então se concentra no filme aí e depois escreve...sei lá, eu vejo assim. Já deletei a ideia de ficar escrevendo pelo telefone, ou quando estou fazendo outra coisa mais importante. Agora só mando tweets de casa.
Os " famosos " gostam de alegar que o twitter é pra aproximar do publico " fã "...é mais do que isso pra muita gente. Nego que fica sozinho, sem ninguem de carne e osso por perto mas se sentindo a pessoa virtual mais amada do Brasil, ou sei lá, do mundo, depende da pretensão de cada um...Tem uns aí que usam até pra conseguir dar uns beijinhos e amassos nas moças mais atiradas...ai Deus...to fora.
Eu curto o twitter, acho legal e vou continuar usando, para meus propósitos. Trocar ideias com as pessoas e sim, claro, vender meu peixe, como também vendo aqui. É uma troca normal, natural, de interesses.
Mas é bom deixar claro que quero mesmo é viver minha vida de verdade, ouvindo a respiração das pessoas, perto de quem eu gosto e amo. Bom é um abraço apertado, um beijo molhado, um reencontro tão esperado, pele com pele, o contato real. Vale muito mais do que 140 toques pra milhões de pessoas.
Sinta-se abraçado,
Felipe
PS: Não falei que ia vender meu peixe...olha show em Brasilia com participação de meu pai, Luiz Andreoli, vai ser massa fazer show na capital do Brasil!
12 e 13 de setembro - Brasília - DF
Felipe Andreoli com participação especial do Luiz Andreoli.
Local: Teatro Dos Bancários
Endereço: EQS 314/315 Bloco A, 0 - - Cep:33469-090
Valores: Meia - R$ 30,00 / Inteira - R$ 60,00
Por Felipe às 14h26
E aí galera, como é que tá? Firmeza total? Esse blog tá até parecendo programa semanal e promessa de político...rs. Escrevo uma fez por semana e falo que vou escrever mais...só que tá difícil, então hoje resolvi contar uma historinha caprichada...
Tatuagem é algo muito particular. Cada pessoa tem um porquê, uma razão para fazer um desenho que ficará eternamente em seu corpo. Sim, outros as fazem por fazer, sem motivo especial, como se a tattoo fosse um vício, o que não deixa de ser pra quem fez a primeira e gostou. Pra mim fazer uma tatuagem tem motivos complexos e bacanas, sempre algo positivo, uma mudança, um ciclo, algo que marcou de fato minha vida.
Na ultima quinta-feira fiz mais uma. Seria a sexta se na verdade eu não tivesse emendado um desenho que ja tinha em outro, então na prática ainda tenho 5. Ampliei um pequeno desenho na costas. Em volta da antiga tattoo cresceu um novo significado, um novo desenho, bem maior, que não apagou o menor, que ainda existe, no corpo, na mente e nas lembranças. O desenhos maior, que ocupa mais espaço, faz lembrar de novas coisas boas e responsabilidades na vida, e assim mesmo faz lembrar que a parte interna, que agora tem menos destaque faz parte importante de um todo, do conjunto, da minha história.
Quando vou ao estúdio rasgar uma tattoo, um novo marco em minha vida, penso em todos os motivos que me levaram lá mais uma vez, fico me perguntando os porquês dessa nova investida em meu próprio corpo, e em todas as oportunidades fiquei feliz e satisfeito. A dor de se fazer uma tatuagem é outra parte fundamental do processo. Suar, contrair os músculos, sofrer em alguns momentos e ter o alívio quando a agulha descansa por alguns segundos. Valorizar o tempo. Valorizar a dor. Valorizar cada momento, cada pedacinho do desenho, que na minha opinião, ficou lindo.
O mais louco de tudo, é que depois de todas as coisas que havia pensado, mentalizado, enquanto o Ivan fazia mais uma obra de arte em minhas costas, "pintaram", literalmente, novos momentos muito marcantes pra mim, e que tenho certeza farão parte da história dessa tatuagem, dessa vida minha. A nova tattoo encerrou tanta coisa aqui dentro e ao mesmo tempo abriu novos caminhos, possibilidades um tanto estranhos, inéditos e inesperados, mas que estão me fazendo sorrir, pensar, e ( que bom ) não saber o que me espera lá na frente. Qual seria a graça de saber o futuro, não é?
Não sei quando farei a próxima, se farei uma nova tatuagem, qual será o novo ciclo, a nova história, o novo amor, a próxima surpresa que vai me arrebatar de um modo incrivelmente inesperado. Já aconteceu logo ali, outro dia, sem querer querendo...
I'm like a bird....trynna finda way...só pra misturar 2 títulos de músicas...misturar tudo...
Felipe
Por Felipe às 11h22
A política da sono e da nojo. Tem tanto nêgo querendo se aproveitar que fica difícil saber quem tá do lado certo e quem tá do lado negro da força. Quem está ao lado da populaçãou e quem sabe ser tipo o Romário, estar no lugar certo, na hora certa...
Tipo o Suplicy, curto ele, acho um cara do bem. Mas essas últimas investidas dele no senado contra o Sarney não deixaram de ser oportunistas, tipo, olha como eu sou um homem que está ao lado do povo, veja como defendo o que é justo. Senador Suplicy parece bobo mas não é, nenhum um pouquinho. Contanto que hoje está na capa de todos os jornais. A jogada certa. Baixinho Romario, lembra?
O conselho de ética...ah essa é boa! Como em um conselho de ética só tem cara com a ficha suja??? É como se a gente colocasse o Cascão pra lavar roupa...nunca ia dar certo, ele não ia querer se limpar...assim como os "homens do conselho de ética", como se na oposição só tivéssemos paladinos da justiça...ai ai. Baixinho Romario, lembra?
Na política todo mundo é assim, oportunista, os bons e os maus. Vejo pelo nosso programa. Marta, Serra, Alckmin, eles sempre fugiam ou faziam cara feia para nosso microfone. Hoje, gostando ou não, eles falam, e falam porque veem vantagem nisso, não porque são bacaninhas, saca? Ano que vem tem eleiçãoe vai ter gente boa e ruim do mesmo jeito, só tem que ficar mais esperto e exigente na hora de votar, só assim da pra melhorar, caso contrario, vamos continuar chorando em vão...E da-lhe Baixinho Romario...
Falando em futebol, não dá pra entender...Vi que 4 caras entraram armado no vestiário da Lusa, da Portuguesa, ameaçando os caras! Tipo: Se não jogar bem, morre! Que psicologia genial! Aí sim, né? O cara penas: Agora que to ameaçado de morte vou jogar muito!!! Meu Deus, como tem gente imbecil no mundo! Não dá pra acreditar! E outra: Vai cuidar da tua vida, família, negócios...Jogador de futebol também é gente, tem coração, medo, família....Realmente tem gente que não respeita!
Teria mais algumas reclamações indignadas a fazer mas já tá bom...rs. To de bom humor hoje...
smile, Felipe!
PS: Paabens pra torcida do Vasco que deu um show lindo no Maraca no jogo contra o Ipatinga. Como é lindo um estádio lotado.
PS2: E o Kaka e o Cristiano Ronaldo jogando juntos??? Parece desfile de moda....hahahah.
PS 3: Ta chegando Brasil x Argentina...em Rosario...dum-dum-dum...o coração ja acelera....
PS 4: Vou escrever mais aqui no blog, juro!
PS 5: Estarei na Beauty Fair no Expo Center Norte nos dias 30 e 31 de agosto das 15 as 17h, no estande da Lowell Cosméticos, site : www.lowell.com.br É só colar, gatinhas....hahaha
PS 6 : Amanhã, no CAMISA 89, às 23h ( 89.1 fm e 89fm.com.br )...Se eu to com microfone é tudo no meu nome....RAPPIN' HOOD. Parceirão, Rappin', corintiano roxo, vai tá lá!
Por Felipe às 17h17
Felipe Andreoli, jornalista, agora humorista, mas nem sempre piadista. Um pouco azedo pela manhã, e mais alto do que parece na TV. Viciado em Geléia Geral. E sim, às vezes tenho vergonha escrever. Beijo me escreve.
Este blog é para aqueles que gostam de observar as simples coisas da vida, sejam elas ao vivo ou através da telinha da TV. Pra quem gosta de falar de TV, esportes, cultura, música, e dar umas boas risadas de vez em quando. Entre, leia e sinta-se em casa, é essa a ideia, me aproximar daqueles que querem ouvir o que tenho a dizer.